quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Normando da Elastolin



A figura de hoje é de um normando da coleção do Príncipe Valente da Elastolin. Talvez o correto fosse dizer um saxão, pois ele foi criado especificamente para ser colocado em combate contra os normandos a cavalo, como o do post de 16/09/2008. Baseada numa famosa ilustração da National Geographic de outubro de 1966 (comemorativa dos 900 anos da batalha de Hastings), essa figura normalmente era vendida com uma espada, esse aqui, contudo, teve sua arma trocada por um machado, coisa fácil de fazer com muitas peças da Elastolin, pois elas são ring-hands.
A vestimenta desse guerreiro é fantasiosa, certamente inspirada nos desenhos de Hal Foster para o Prícipe Valente, que, curiosamente, ainda inspiram inúmeros ilustradores modernos, mesmo que se saiba que essa não era a indumentária da Idade das Trevas.
Essa figura é uma original Hauser, dos anos 60, inclusive a sua pintura é da época, e não moderna. Aliás é por isso mesmo que algumas falhas são facilmente perceptíveis. Os mais de 40 anos que se passaram provocaram alguma perda de tinta, mas a escultura, por outro lado, está intacta, conservando-se igual ao dia em que saiu da fábrica, sem nenhuma parte quebrada ou faltando. Felizmente menos de 5% da tinta se perdeu, deixando essa peça com uma aparência de quase nova. Numa coleção como a minha que mistura figuras Preisser de pintura original com figuras Hauser de pintura recente, esse soldadinho é certamente uma raridade!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Bárbaro da Conte Collectibles




A figura de hoje é um bárbaro da Conte Collectibles, parte da sua extinta série da Romanos contra bárbaros. Essa figura se parece bastante com a aparência real de um bárbaro, particularmente pela pele de lobo sobre a cabeça e a lança de estocar. O único detalhe fantasioso é a decoração em alto-relevo do escudo, que não lembra nada que um celta ou bárbaro pudesse fazer ou usar. O formato oval do escudo, contudo, está correto.
Esse guerreiro representa um veterano, provavelmente com mais de 50 ou 60 anos de idade. Como ele não usa os sinais característicos de um chefe, grande capacete em bronze, jóias em ouro, etc... é quase certo de que seja apenas um bem sucedido combatente. Muitas sociedades guerreiras do passado não conheciam os limites de idade que caraterizam as sociedades modernas. Assim, um homem era considerado um guerreira da adolescência até sua morte, ainda que ela viesse a ocorrer após os 80 anos!
Outro detalhe interessante, comum nas figuras da Conte Collectibles, é a base texturizada com grama, terra, folhas e pedras, atingindo um nível de realismo muito grande. A pintura, por sinal, é espetacular, no mais alto padrão dessa empresa. É uma pena que essas figuras tenham sido descontinuadas anos atrás, sua beleza não garantiu o seu sucesso. Por outro lado, e sempre devemos ver o lado positivo em tudo, isso a torna mais rara, e seu preço subiu consideravelmente, entre os colecionadores, desde o seu lançamento em 2002.
EXTRA: Estive afastado do blog, pois estou escrevendo um romance, e fiquei sem tempo. Todavia, agora que o trabalho está no fim, recomeço com a minha trajetória.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Guilherme o Conquistador da del Prado



A figura de hoje é mais uma da bela coleção da del Prado. Esse é Guilherme o Conquistador como deve ter lutado na batalha de Hastings (14/10/1066). Guilherme o Bastardo, duque da Normandia, naquele ano de 1066 invadiu a Inglaterra, ganhou a batalha e o trono, mudando de vida e de apelido.
Como sempre acontece nas figuras da del Prado, essa também é baseada nas ilustrações da Osprey Publishing, e mostra a aparência de Guilherme durante aquele conflito. No momento crucial representado aqui ele descobre o rosto para provar para o seu exército que não estava morto e que sua causa continuava abençoada por Deus. Ele precisou fazer isso pois três dos cavalos que ele montou morreram durante a luta, o que dá uma idéia do tipo de homem que ele era. Mais de 20 anos mais tarde, velho e obeso, Guilherme morreu dos ferimentos que uma queda de cavalo, durante uma batalha, lhe provocaram.
Como um cavaleiro normando da mais alta classe, ele veste-se de cota de malha dos tornozelos à cabeça. Apenas as suas mãos, pés e o rosto ficando a descoberto. Um capacete cônico na cabeça, uma espada e um "baculum" complementam sua indumentária. O "baculum", um modesto galho de árvore, é um símbolo de poder originado em Roma, onde os centuriões portavam-nos mesmo em combates. Na Tapeçaria de Bayeux, uma obra comtemporânea à batalha, Guilherme aparece portando um "baculum". Mais uma bela peça da del Prado que só pode aumentar o valor de qualquer coleção.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Viking da Elastolin




A figura de hoje é um dos vikings da Elastolin. Inspirado nas HQs do Príncipe Valente, do grande desenhista Hal Foster, essa figura não se parece tanto com um viking da vida real. Isso não é importante, contudo. No universo de Foster, Rei Arthur mistura-se com Átila o Huno, vikings e saxões enfrentam exércitos mongóis e romanos! Não é surpresa, portanto, que ele seja um guerreiro viking de aspecto mitológico.

Armado com uma lança, a arma básica de um guerrreiro germânico, e uma espada, ele veste um capacete de chifres, objeto mítico que nunca foi usado pelos nórdicos. Sua roupa é uma mistura de túnica longa com macacão, outra liberdade que o escultor tomou. As polainas de pele de animal completam a aparência fantasiosa dele.

Curiosamente essa linha foi rebatizada como "gauleses" pela Preisser após essa empresa ter perdido o copyright das figuras do Príncipe Valente. Antes, na tradição dos soldadinhos de plástico, eles já enfrentavam os romanos da Elastolin (Século I DC) mesmo sendo vikings (século IX DC)!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Normando da Conte Collectibles


A figura de hoje é um normando em metal da Conte Collectibles. Lançada 5 ou 6 anos atrás, essa figura é das primeiras séries da linha "The Warlord". A escultura é muito bonita, mas a pintura do rosto é esquemática, refletindo esse padrão que a Conte tinha na época. Nada que impeça alguém de colecioná-la, contudo.

Ele veste um traje típico de um guerreiro normando, e o seu armamento é bastante consistente com o período. O detalhe interessante é o escudo em formato de pipa, que oferecia proteção do queixo até o tornozelo do guerreiro e originalmente foi desenvolvido para cavaleiros montados. Os normandos eram magníficos cavaleiros, mas também lutavam a pé, quando fosse necessário.

A Conte ainda deve uma maior variedade de cavaleiros normandos montados para os seus colecionadores. No filme "The Warlord" há muito pouco uso de cavalos e isso se reflete nessa série que teve apenas 3 poses montadas, todas de personagens. A promessa de lançar um playset (e figuras de metal) da batalha de Hastings, onde milhares de cavaleiros normandos tomaram parte, ainda não foi cumprida. Quem sabe em breve?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bárbaro da King & Country




A figura de hoje é um outro bárbaro da King & Country. Ele é um celta e usa um "carnyx". O "carnyx" era uma longa trompa metálica com uma língua de madeira e uma grande variedade de sons assustadores ou militares à disposição do músico que o tocava. Esse instrumento ainda é usado por uns poucos músicos, notadamente na Irlanda, e seu som lembra uma mistura de uma gaita de foles com um trombone.

Ele veste uma calça típica celta, com um motivo xadrez, e uma pele de raposa ao redor da cintura, ao invés de um cinto. Sua arma é uma espada, pois o "carnyx" é evidentemente oco, não oferecendo proteção para quem o carrega. Seu cabelo está espetado e sabemos que muitos guerreiros celtas usavam penteados assim.

A figura é muito bonita, apesar do "carnyx" não se encaixar perfeitamente nas mãos do guerreiro. Sua aparência é bastante autêntica, ele parece saído do "De Bello Gallico", o livro de Júlio César que conta suas aventuras nas guerras com os gauleses. Mais uma excelente peça da King & Country que só pode melhorar qualquer coleção.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Huno a cavalo da Elastolin



A figura de hoje é um maravilhoso huno a cavalo da Elastolin. Magníficas esculturas, certamente uma das mais belas linhas da Elastolin, esses hunos montados ainda assombram quem os vê pela primeira vez. A impressão é que eles vão pular da mesa e seguir a pelno galope pelo chão. Perfeitos! A escala dessa figura Hausser é 1/24, mas eles também existem na escala 1/45, para quem prefere ocupar menos espaço com suas figuras.
Curiosamente os hunos, apesar de sua imortal fama como guerreiros, só mereceram dois conjuntos de soldadinhos de plástico (este clássico, e o da Jecsan), além de algumas esporádicas figuras em metal. A roupa desse huno, com um casaco de pelo e botas de camurça, não é 100% autêntica, mas uma olhada na pose dele torna esse detalhe sem importância.
O cavalo é uma maravilhosa peça, um dos raros cavalos saltando que já foram fabricados. Essa é uma pose muito difícil, quando a brasileira Casablanca a copiou, usou um plástico mole, bem diferente do plástico duro do original, resultando num estranho cavalo que salta com as quatro patas no chão! Lamentável... Sem dúvida, esse ou qualquer huno da Elastolin só pode acrescentar a qualquer coleção que se preze.
EXTRA: Alguns dias atrás recebi uma pergunta de alguém que leu o meu blogger, viu uma informação em um determinado site sobre Forte Apache, e ficou com dúvidas. Ele queria saber se a informação contida no site de Forte Apache, de que Elastolin não é o nome do fabricante alemão, mas do material no qual suas figuras são fabricadas, procedia. O pior, o site se referia especificamente às figuras da Barthel, que usam os mesmos moldes que foram da Hausser e da Preiser.
Antes de responder preciso deixar duas coisas bem claras:
1) Eu não li o site;
2) Não vou ler pois não gosto de Forte Apache, brinquedo nostálgico, é verdade, mas medonho! É a opinião de antropólogos sérios, que o mito do Fort Apache, uma invenção norte-americana prevalente dos anos 40 aos 60, é uma forma de glorificação do massacre dos povos nativos americanos. Muito triste isso... Primeiro eles massacram os índios, depois fazem lavagem cerebral nas crianças com filmes, HQs e brinquedos.
Quanto a Elastolin a verdade não é a que está escrita no referido site. Criada nos anos 20, a Hausser patenteou uma fórmula (misturando serragem, cola e argila sobre uma armação de arame) para a confecção de figuras de composition. O nome desse material era Elastolin. Quando, nos anos 60, a Hausser abandonou definitivamente a produção de figuras em composition, o nome Elastolin já era conhecido mundialmente, pois as figuras da Hausser tinham esse nome estampado sob a base. Assim, a Hausser adotou Elastolin como sua marca registrada (nome fantasia), passando os seus brinquedos, e não mais o material do qual eles eram feitos, a se chamar Elastolin. O nome continuou a ser colocado sob a base, só que agora ele era injetado, não mais estampado.
Elastolin, portanto, é o nome fantasia usado por essa empresa para comercializar seus soldadinhos. Tanto isso é verdade que quando os moldes Hausser foram vendidos para a Preiser (que fabricava modelos para ferroramas, não figuras em composition), o nome Elastolin foi junto, continuando a tradição que vinha desde os anos 60. Mais recentemente, quando a Barthel adquiriu os moldes Preiser que tinham sido Hausser anteriormente (exceto os dos personagens do Príncipe Valente, pois quem adquiriu os direitos, mas não os moldes, para eles foi a Janetzki Arts), o nome Elastolin mais uma vez acompanhou as figuras.
Fica bem claro que Elastolin foi, mas não é mais, o nome do material com o qual as figuras Hausser eram fabricadas nos idos dos anos 20, 30 e 40... Quanto às figuras Elastolin nossas conhecidas, aquelas dos anos 60 em diante, elas jamais foram fabricadas em material nenhum chamado Elastolin. Qualquer outra informação está errada e só expressa a falta de conhecimento de causa de quem a coloca em sites por aí...